ENTRETENIMENTO

Marcello Rangel e Juliano Holanda se apresentam em João Pessoa

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Uma conexão Paraíba-Pernambuco. Uma ideia de diminuir distâncias geográficas e unir os talentos. É com essa visão que a cena cultural dos dois estados está ganhando uma nova cara e mais um capítulo será escrito em João Pessoa. Em uma segunda edição de um projeto de intercâmbio cultural que ainda engatinha, os músicos pernambucanos Juliano Holanda e Marcello Rangel se unem aos paraibanos Titá Moura e Seu Pereira no show ‘Conexão 101’.

O show acontece nesta sexta-feira (5), a partir das 20h30, no Recanto da Cevada, no bairro dos Bancários. Os ingressos custam R$ 10. O evento é realizado pela Fanquito Produções (PB) e Mais Que Dois (PE) e tem o apoio do Slow Hostel.

Com uma cena pulsante em cada estado, surgiu a necessidade de aproximar esses dois universos para que dialogassem entre si. Na Paraíba, por exemplo, acontece semanalmente a ‘Terças Parahybridas’, também no Recanto da Cevada, que é uma noite de música autoral que é realizada há pelo menos um ano e meio de edições ininterruptas. Movimento semelhante existe em Pernambuco, todas as quintas-feiras no Café Liberal. Foi então que as produtoras Dione Lima, da Faniquito, e Twilla Barbosa, da Mais que Dois, decidiram estreitar os laços.

“A necessidade de escoar, de romper as fronteiras do estado, de dialogar com outra cena, a percepção da gente sobre esta força da cena recifense, tudo isso motivou esse movimento que agora está acontecendo. Buscamos Twilla e ela foi muito receptiva à provocação de estreitarmos esta rodovia, criarmos pontes sonoras através de uma pauta que se pretende acontecer com uma frequência e periodicidade que está sendo estruturada com os artistas e as casas que estão se abrindo aos projetos autorais”, declarou Dione.

O primeiro encontro aconteceu em maio, em Recife (PE). Na ocasião, os paraibanos Titá Moura e Chico Limeira foram recebidos por Juliano Holanda e Marcello Rangel. E a pretensão é que não se encerre nestes dois encontros. Segundo Dione, a ideia é repetir pelo menos uma vez por mês este bate-volta. Já para Twilla, há uma necessidade desse tipo de movimento.

“As pessoas têm sede de cultura e os grandes palcos não dão sustentabilidade aos artistas que ainda não chegaram aos grandes holofotes da mídia. Então, acredito que esse é um projeto importante, que tem como objetivo maior o fortalecimento da arte e principalmente a sustentabilidade dos artistas. São as pequenas casas, com o público mais íntimo, que mantêm, de fato essa rede. Conexão 101, em breve, estará ultrapassando as fronteiras de outros estados e fazendo com que essa roda gire cada vez mais”, disse.

Sobre os artistas

Juliano Holanda terminou recentemente turnê pelo Rio de Janeiro e São Paulo e emplacou uma composição sua na voz de Zélia Duncan, faixa que dá nome ao novo disco da cantora, ‘O Que Mereço’. Para o fim do segundo semestre, planeja o lançamento de um disco de inéditas. Músico e produtor atuante, é também o diretor da mostra autoral Reverbo, que tem destacado vários autores de Pernambuco.

Já Marcello Rangel iniciou no mundo da música com a banda autoral Araçá Blú, premiada em alguns festivais. Pós graduado em cinema pela UNICAP, a música dele compôs a trilha sonora do curta João Heleno dos Britos, do Pernambucano Neco Tabosa, em 2015 se apresentou como canto-autor e hoje integra a formação da movimentação de artistas pernambucanos Reverbo com direção musical de Juliano Holanda, com quem também divide composições, além de outros nomes como PC Silva e Thiago Martins. Em janeiro deste ano, a música dele toma conta dos palcos do teatro com o espetáculo ‘Quanto mais eu vou, eu fico’ da Bubuia Companhia de Teatro.

Titá Moura é um compositor de atuação criativa e canto marcante, lançou o primeiro álbum de carreira em 2018 (Cantos Pra Se Dançar de Azul) e já entra na fase de pré-produção do próximo trabalho, além de desaguar boa parte das composições na banda Caburé (disco em finalização) e de exercitar poesia e vocalizes no grupo instrumental Alamiré, com álbum ‘A Pesar com Tudo’, lançado no início deste ano. Certamente é um dos eixos articuladores de boa parte dos processos criativos que fomentam a atual cena musical pessoense. É curador e produtor do projeto Terças Parahybridas.

Jonathas Pereira Falcão é poeta, cantor e compositor. Seu Pereira, como é conhecido, também é publicitário e frontman do grupo Seu Pereira e o Coletivo 401, banda de circulação ampla que referencia boa parte das interações artísticas na atual cena paraibana, bem como na geração de público, uma vez que as iniciativas criativas agregam uma gama bem diversa de ouvidos atentos e acolhedores para sua poesia do cotidiano.

Portal Correio

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