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Confirmado primeiro caso suspeito de coronavírus no Brasil

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O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira (28) o primeiro caso suspeito do novo coronavírus chinês, provisoriamente chamado de 2019-nCoV, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Uma jovem de 22 anos, que retornou recentemente de uma viagem a Wuhan, epicentro dos casos da doença na China, apresentou os sintomas. É justamente pela visita ao local onde o vírus surgiu que a paciente se encaixa como a primeira suspeita oficial do coronavírus no Brasil.

Na manhã de hoje, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, comentou em coletiva de imprensa em Brasília que “não se sabe, ainda, qual é a característica desse vírus, que é novo […] Sabemos que ele tem alta letalidade”. No entanto, Mandetta esclareceu que a paciente está sendo tratada em isolamento e apresenta boas condições de saúde. O ministro afirmou ainda que “toda a família está ótima”, sobre a situação dos parentes da jovem.

Segundo o último Boletim Epidemiológico, “o caso suspeito trata-se de uma estudante de 22 anos que viajou para a cidade de Wuhan no período de 29 de agosto a 24 de janeiro de 2020. Relata não ter ido ao mercado, não teve contato com nenhuma pessoa doente e não procurou nenhum serviço de saúde. Em 20 de janeiro apresentou dor de garganta, dor no corpo, tosse seca esporádica e febrícula (37,7 °C). O estado geral da paciente é bom, encontra-se estável e sem complicações”.

Para os exames em andamento e futuras suspeitas, é necessária a coleta de duas amostras respiratórias, seguindo o protocolo da gripe. Uma das amostras é encaminhada para o Centro Nacional de Influenza (NIC) e a outra para análise de metagenômica – estudo genômico da comunidade de microorganismos presente na amostra, para entender o que compõe a infecção. Os resultados dos exames da jovem de Belo Horizonte estão previstos para sexta-feira (31), quando poderá ou não ocorrer a confirmação do primeiro caso do vírus no país.

Na coletiva, Mandetta destacou algumas ações de higiene preventivas para reduzir os possíveis casos de contaminação, como “lavar as mãos, evitar espirrar e tossir sem proteger a pessoa que está na sua frente, evitar tocar nos olhos, nariz, boca e evitar tocar pessoas que estejam doentes”. Ele também aconselhou quem estiver doente a não expor outras pessoas.

Prevenção em viagens internacionais
Com o aumento do nível de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alto em relação ao risco global do coronavírus, o Ministério da Saúde orienta a população também sobre viagens para a China, que devem ser realizadas apenas em casos de extrema necessidade.

Com quase três mil casos confirmados, todo o território chinês passa a ser considerado área de transmissão da doença. Isso se deve a uma atualização nos níveis de suspeitas e que amplia as circunstâncias consideradas até então. A partir de agora, pessoas vindas da China nas últimas duas semanas e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas como casos suspeitos.

O ministro reforça que o Brasil está preparado para prestar a assistência necessária para a população, afinal “temos um sistema de vigilância robusto, reconhecidamente robusto, que já passou por três momentos de muita intensidade: SARS, Influenza e zika. Em todas as ocasiões nosso sistema de saúde respondeu muito bem”.

“Vamos aguardar o que a ciência vai trazer. Não adianta nos antecipar, a realidade da China é uma, mas temos que observar como esse vírus vai se comportar em outros países, em outras culturas, porque isso ainda não está claro”, comentou Mandetta.

Atualmente, o novo coronavírus chinês já foi responsável por 106 mortes e quase 4.700 casos confirmados em todo o mundo, de acordo com o mapa interativo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins.

Planos de contingência
O Ministério da Saúde solicitou aos estados que atualizem seus planos de contingência. Os estados receberam um prazo de sete dias para atualizarem seus protocolos e medidas de prevenção, de acordo com a realidade local. A implementação de um plano de contingência permite a atuação conjunta do Ministério da Saúde, estados e municípios, em situações de epidemias e desastres que demandem ações urgentes. O objetivo é conter situações de risco à saúde pública.

Via: Ministério da Saúde

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