TECNOLOGIA

Cometa gigante descoberto em 2017 continua a caminho da Terra

20200529092812_1200_675_-_cometa_c_2017_k2

Tem sido um período movimentado para a observação de cometas, porém, um tanto decepcionante, como os cometas Atlas – que se desintegrou recentemente – e o Swan, que apesar de passarem pelo Sistema Solar há pouco tempo, não representaram grandes fenômenos. Mas essa história pode mudar em breve; astrônomos estão focados em um cometa gigante que está a caminho da Terra – e deve se aproximar do Sol em meados de dezembro de 2022.

Conhecido como C/2017 K2, o cometa foi descoberto em 2017 e fotografado pelo Telescópio Espacial Hubble. Na época, ele virou manchete. Isso porque era o mais distante do Sol que um cometa já havia sido visto exibindo sua cauda.

Assim como o cometa Swan, acredita-se que o K2 é oriundo de Oort, uma nuvem de objetos a quase um ano-luz distante do nosso Sistema Solar. O astrônomo Con Stoitsis observou o cometa nos dias 23 e 24 de maio e o descreveu como “um gigante muito ativo e brilhante”, apesar de ainda estar a quase 1,5 bilhão de quilômetros do Sol.

Algumas comparações já foram feitas entre esse e o gigante Hale-Bopp, também conhecido como C/1995 O1, que é considerado um dos cometas mais brilhantes e mais observados dos tempos modernos. No entanto, ainda é muito cedo para saber se o K2 é realmente de tamanho semelhante ou se brilhará tanto quanto o Hale-Bopp.

Independentemente disso, os cientistas estudarão a “bola de neve” espacial com crescente interesse e, nos próximos meses, devemos ter uma imagem mais completa do visitante do Sistema Solar.

Características que chamam atenção
Quando foi descoberto, o K2 chamou a atenção por apresentar atividade diferente do que normalmente classifica um cometa. “K2 está tão longe do Sol e é tão frio, que sabemos com certeza que a atividade – todas aquelas coisas difusas que o fazem parecer um cometa – não é produzida, como nos outros cometas, pela evaporação de água gelada”, disse David Jewitt, membro do corpo docente da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

“Em vez disso, pensamos que a atividade se deve à sublimação [transformação de estado sólido diretamente para o gasoso] à medida que faz sua primeira entrada na zona planetária do Sistema Solar. É por isso que é especial”, finaliza Jewitt.

Via: Cnet

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp