ESPORTE

CSP, enfim, realiza exames da Covid-19 e constata que sete atletas já tiveram o vírus

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A manhã desta sexta-feira foi de testagens de Covid-19 para cerca de 50 membros que fazem parte do dia a dia do CSP. Jogadores, membros da comissão técnica, dirigentes, gandulas, motorista, equipe da cozinha e de logística realizaram as suas testagens na sede da Federação Paraibana de Futebol (FPF). Importante destacar que os resultados de sete atletas detectaram que eles já foram contaminados pelo novo coronavírus, mas estão curados.

O procedimento aconteceu apenas quatro dias depois de, segundo confirmou o treinador e presidente do Conselho Deliberativo do clube, Josivaldo Alves, ter iniciado as atividades sem que os exames tivessem sido feitos nos atletas. Os treinos do Tigre estavam acontecendo num campo de barro, localizado nos Funcionários II, bairro onde os jogadores da equipe ficam alojados.

De acordo com informações da assessoria de comunicação do CSP, todos os jogadores estão fora do risco de contaminação e os que já tiveram o vírus não apresentam mais sintomas. Isso porque esses sete jogadores teriam, em seu organismo, anticorpos suficientes que evitariam o risco de contágio. Com isso, todos os atletas estão liberados para continuar os treinamentos. Além das testagens, todos os atletas se vacinaram contra a H1N1.

A reportagem do GloboEsporte.com não teve acesso aos exames que apontaram os reagentes da SARS-Cov-2 nesses sete jogadores do CSP, mas conversou com o médico infectologista Fernando Chagas para entender o que tudo isso poderia significar de agora em diante dentro da rotina de retomada do Tigre. Conforme as suas explicações, as informações passadas ao clube sobre a liberação dos atletas às atividades podem ter acontecido pela imunidade que os jogadores adquiriram após o período de contágio e que, no momento, daria segurança para que eles voltem ao trabalho. O médico explica ainda:

– Tem que se avaliar os tipos de anticorpos. Existem dois tipos que a gente avalia nos exames, que são o IgG e o IgM. A probabilidade (de contágio) se o IgM e o IgG são positivos é muito remota. Agora se foi só o IgM positivo, o risco seria muito maior se eles estiveram juntos, na semana passada, mesmo que exercendo uma prática esportiva. Se foi só IgG, não tem risco nenhum – disse.

Em resumo:

IgM positivo (reagente): paciente está ou esteve infectado, contaminado recentemente e o corpo ainda pode estar lutando contra a infecção
IgG positivo (reagente): paciente teve infecção anterior, com pelo menos 3 semanas, e está possivelmente imunizado
IgG positivo (reagente) e IgM positivo (reagente): infecção recente (semanas ou meses)
IgG negativo (não reagente) e IgM negativo (não reagente): indicam que o paciente não teve contato com o agente causador da doença, ou seja, nunca foi nem vacinado nem contaminado
IgG negativo (não reagente) e IgM positivo (reagente): indicam infecção aguda (ou seja, iniciada há dias ou semanas)
IgG positivo (reagente) e IgM negativo (não reagente): indicam infecção antiga (com meses ou anos) ou que a pessoa foi vacinada e o organismo teve sucesso na produção de anticorpos

Apesar de os jogadores estarem aptos para os treinos com bola, o CSP ainda não definiu o cronograma para esse tipo de atividade. Esses treinamentos geralmente acontecem em uma faculdade particular de João Pessoa. No entanto, foi informado que Josivaldo Alves ainda negocia a data exata da reapresentação oficial, que visa as duas rodadas finais do Campeonato Paraibano. O Tigre tem duelos marcados para os dias 22 e 26 de julho, contra o Sport-PB e contra o Botafogo-PB, respectivamente, em João Pessoa.

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