POLITICA

Geraldo Alckmin vira réu pela acusação de receber propina da Odebrecht

SP - ALCKMIN/FAPESP - POLÍTICA - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante cerimônia que marca o início das comemorações dos 50 anos da   Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), no auditório da FAPESP, na região oeste da capital   paulista, nesta segunda-feira.   23/05/2011 - Foto: EDSON LOPES JR/NEWS FREE/AE

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, se tornou réu nesta quinta-feira (30), acusado de receber propina milionária da construtora Odebrecht. De acordo com a denúncia, que foi aceita pela Justiça Eleitoral de São Paulo, Alckmin utilizou os recursos ilegais em campanhas nos anos de 2010 e 2014.

As investigações apontaram que o ex-governador recebeu R$ 11,5 milhões. O político é acusado de caixa 2 eleitoral, corrupção e lavagem de dinheiro. Alckmin foi citado por diversos delatores ligados a empreiteira. De acordo com a investigação, ele foi descrito nas planilhas de propina com os codinomes “pudim”, “bolero” e “pastel”.

O juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, entendeu que existem “materialidade suficiente” na acusação feita pelo Ministério Público para que a denúncia fosse aceita. O repasse de propina teria sido intermediado por Adhemar César Ribeiro, cunhado do ex-governador.

Por ter mais de 70 anos, o cunhado de Alckmin não deve responder pelos crimes, pois o prazo de prescrição já correu. Os repasses ilegais fariam parte do plano da empresa para ganhar influência no governo de São Paulo.

Correio Braziliense

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